Paris!

Destino de milhares de brasileiros todos os anos (grande parte em lua de mel) e um dos meus destinos preferidos também, Paris realmente é charmosa, romântica, fascinante, linda, etc. É tudo que você ouve falar de quem já foi. Eu pelo menos sou um grande puxa-saco da cidade. Coincidência ou não, Paris é a cidade no exterior que eu visitei mais vezes. Foram 4, sendo a última agora em maio de 2013. Portanto, as informações estão atualizadas de acordo com esta data.
Se você pretende visitar Paris, leia com atenção o post pois algumas dicas importantes estão descritas. Dedique pelo menos 5 dias para a cidade.

Torre Eiffel

Chegando

Se vc chega de avião direto do Brasil para Paris, chegará no aeroporto Charles de Gaule (CDG). Como de costume, a primeira dúvida dos viajantes é como ir do aeroporto para o hotel: táxi, ônibus, carro alugado, metrô ou trem? Em Paris a chegada é muito fácil, pois o aeroporto é interligado à rede de metrô. Portanto, a não ser que vc esteja com toneladas de malas, vale a pena ir de metrô. Ao chegar, procure pela sigla RER. Só um alerta: as estações de metrô em Paris não têm escada rolante nem elevador, portanto, vc terá que carregar as malas pelas escadas. Se optar pelo táxi, chuto que irá gastar cerca de €80 até a cidade.
Caso esteja viajando de trem, vc provavelmente chegará na Gare du Nord ou na Gare de l’Est, as duas principais estações de trem de Paris. O acesso também é facílimo. Ambas estão também interligadas ao metrô.

Hospedagem

Acho muito difícil recomendar hotel. Cada um tem uma idéia do que é um bom hotel. Uns querem preço bom, outros querem luxo, outros querem serviços, outros querem um quarto grande, outros desejam boa localização e por aí vai. No meu caso, procuro sempre hotéis com custo razoável, mas com um mínimo de conforto e limpeza e bem localizados. O hotel em que ficamos em Paris é um perfeito exemplo deste tipo de hotel. É o Kyriad Gare de l’Est. Ele fica bem na porta da Gare de l’Est. O hotel é bom, com excelente atendimento, ótima localização, limpo e confortável. Como pontos negativos, o café da manhã (que não está incluso e custa €11,50 por pessoa por dia), quarto pequeno e achei que o filtro do ar condicionado precisava de uma limpeza, mas no geral certamente recomendo este hotel, a não ser que vc esteja em lua de mel. Aí é melhor procurar outro.
Uma dica que dou, que foi ótimo no nosso caso, é para quem está viajando de trem. Procure hotéis perto da estação de trem. É bem mais fácil se deslocar com as malas. O nosso hotel foi perfeito. Fica DENTRO da Gare de l’Est, de onde chegavam e partiam nossos trens.

Transporte

Outra dúvida tradicional é como se deslocar pela cidade. Em Paris a resposta é fácil e rápida: metrô! Esqueça qualquer outra alternativa. Paris tem um trânsito caótico. Esqueça andar de táxi. Além disso, não tem onde estacionar, então esqueça aluguel de carro também.
O metrô, por outro lado, é rápido, eficiente e cobre TODA a cidade… TODA. Qualquer atração que vc queira visitar e qualquer hotel certamente estarão próximos a uma estação de metrô. O preço da passagem unitária não é barato (€1,70), mas existem algumas formas de economizar e pagar bem mais barato.
As duas principais são o bilhete de 10 unidades (€13,30) e o bilhete Paris Visite, que te dá viagens ilimitadas por um período de 1, 2, 3 ou 5 dias consecutivos.
Começando pelo Paris Visite, é um cartão que vc compra nas próprias estações e te dá acesso ilimitado ao metrô pelo número de dias que vc comprar. Os preços são:
1 dia: € 10,55
2 dias: € 17,15
3 dias: € 23,40
5 dias: € 33,70
A vantagem é poder fazer quantas viagens quiser. Porém é importante vc fazer as contas de quantas viagens vc fará no período em que estará em Paris. Um benefício do Paris Visite é que ele te dá descontos em algumas atrações, mas não vale a pena, pois são atrações que vc entra de graça com o Museum Pass (dica importantíssima que darei daqui a pouco).
A outra opção é o bilhete de 10 unidades. A vantagem é que vc na verdade receberá 10 bilhetes unitários que pode utilizar quando quiser e pode distribuir entre mais pessoas. E apesar de utilizar o metrô para tudo, vc também fará muitos deslocamentos a pé, pois as atrações de Paris na maioria estão próximas umas das outras. Outra vantagem é que é comum encontrar em Paris catracas desligadas ou com problema. Nestes casos, a entrada é gratuita. Então vc não precisará gastar seus bilhetes.
No meu caso, como fiquei 5 dias, teria que desembolsar € 33,70 por pessoa com o bilhete Paris Visite. Portanto, ele só valeria a pena se fizéssemos mais que 25 viagens nos 5 dias. Calculei que faríamos 20 viagens. Então era mais interessante comprarmos os bilhetes de 10 unidades. No final, fizemos 16 viagens, sendo que 2 foram de graça (catracas fora de serviço). Gastamos então € 39,90 (30 passagens para 2 pessoas) e ainda sobraram 2 passagens de recordação. Com o Paris Visite, teríamos gasto € 67,40. Com passagens unitárias, € 47,60.
Moral da história: faça as contas! E não esqueça que vc poderá fazer muitos trajetos a pé.

Comida

Comer em Paris é muito fácil… e caro! A comida é excelente, e tem para todos os gostos. São inúmeros restaurantes, em qualquer quarteirão. De chineses a italianos. De thailandeses e brasileiros. Vc certamente comerá bem em Paris. Mas pagará caro. Um almoço ou jantar para 2 pessoas sai em média € 40. Isto se vc não for muuito exigente com restaurantes.
Uma dica é a caixinha. Na França, o preço do prato já inclui o serviço (15% por lei). Então não se sinta constrangido de não deixar nada a mais do que está na conta. O garçom não vai esperar nada a mais mesmo. É claro que se vc quiser, pode deixar mais, mas não é necessário. O serviço já está incluso.

Língua

Obviamente a língua oficial é o Francês.
É verdade que ninguém fala inglês e que eles são grossos se vc tenta falar em inglês? Não.
No geral, os franceses não são grandes poliglotas. Porém em hotéis e restaurantes, a maioria se comunica suficientemente bem em inglês. Fique tranquilo.
Se vc não fala nem um nem outro, bem, pratique seu turistês e sua mímicas. 😉

Moeda

Euro. Atualmente (maio de 2013), € 1 = R$ 2,65
Todo lugar aceita cartão de crédito, mas é importante sair do Brasil com uma quantia razoável em espécie, para o caso de o cartão não funcionar (o que é comum em máquinas de auto atendimento).
Quando for comprar seus Euros ainda no Brasil, peça notas pequenas, de no máximo €50. Levei só notas de €100 e deu um certo trabalho para trocá-las. Muitos lugares não aceitam.
Nas compras no cartão, não esqueça que será cobrado 6,38% de IOF.

Compras

De um modo geral, tudo em Paris é muito caro. Vc paga normalmente uns €5 por um refrigerante ou água em um restaurante.
Roupas, acessórios, souvenirs e eletrônicos não são muito diferentes. Custam muito caro. Portanto, não tenha muitas expectativas de fazer grandes compras.
Pode ser vantajoso caso queira compras roupas de grife. O destino certo neste caso é a Champs Elysées. Roupas populares de vez em quando valem a pena. Pode ser na H&M ou na C&A.
Eletrônicos, esqueça.
Perfumes, são mais baratos que no Brasil. Mas acho que os do free shop são mais baratos que em Paris.
O que certamente vale a pena é maquiagem. Também na Champs Elysées existe uma loja enorme da Sephora, onde vc acha de tudo com preços menores que no Brasil.

Passeando

Bom, vamos então ao que interessa: passeios!
Como mencionei anteriormente, a principal dica deste post é adquirir o Museum Pass. É um cartãozinho que te dá acesso gratuito às principais atrações de Paris, como Arco do Triunfo, Catedral de Notre Dame, Castelo de Versailles, Museu do Louvre, Museu d’Orsay e muitos outros. Em algumas inclusive vc não precisará pegar filas. Vc pode comprar o passe de 2, 4 ou 6 dias. Os preços são:
2 dias: € 39
4 dias: € 54
6 dias: € 69
Vc pode comprar o seu em uma das atrações ou em outros pontos, como na Gare de l’Est. Vc compra um cartão em branco e deve preencher a data em que iniciará as visitas. A partir daquela data, vc tem 2, 4 ou 6 dias consecutivos para fazer as visitas. Vale muito a pena. Calcule quantos dias precisará para visitar as atrações que preferir e compre o mais adequado para vc. Abaixo apresentarei as principais atrações e se o Museum Pass é aceito, se evita fila e quanto tempo vc gastará. Esta última informação é importantíssima para vc calcular qual o melhor passe para vc. Não vale a pena comprar o de 2 dias por exemplo se vc não for conseguir fazer as visitas que deseja em 2 dias. Aí será pior. No nosso caso, conseguimos visitar tudo o que queríamos (da lista do Museum Pass) em 2 dias. Deu certinho. Mais informações sobre o passe em parismuseumpass.com

Torre Eiffel
Museum Pass: não aceito
Preço: € 29 (subida ao topo)
Tempo gasto: 4-5 horas (maior parte é a da fila)
Metrô:
Construída por Gustave Eiffel para a Exposição Mundial de 1889, a torre é o ponto de Paris que mais gosto. Ela é linda, charmosa e proporciona a melhor vista da cidade luz, do alto dos seus 324m de altura. É possível subir até o topo ou somente até o segundo andar (e pagar menos), mas não faça isso. Vc está gastando uma fortuna com a viagem. Não economize com isto. Suba ao topo e aprecie a incrível vista 360° de Paris. Chegue cedo (a abertura é às 9h30), pois mais tarde a fila fica quilométrica. Caso queira ganhar tempo, pode comprar a entrada pela internet e pegar uma fila bem menor. Como comprando pela internet, vc precisa definir o dia exato em que visitará a torre, corre o risco de vc escolher justamente um dia com chuva. Este é o risco de comprar antecipado. E sabe como é a Lei de Murphy…

Torre Eiffel

Torre Eiffel

Vista do último andar da torre

Vista do último andar da torre

Catedral de Notre Dame
Museum Pass: aceito, mas não evita fila.
Preço: gratuito para visitar a catedral
Tempo gasto: 2-3 horas (considerando que vc subirá nas torres, que é o mais demorado)
Metrô: Cité
Belo exemplo de catedral gótica, Notre Dame (Nossa Senhora, em português) está completando em 2013 nada mais nada menos que 850 anos! É também o cenário do famoso livro O Corcunda de Notre Dame. Para visitar a catedral, não é necessário pagar nem usar seu Museum Pass. Mas caso queira subir nas torres, pode fazer com o seu Museum Pass, mas não evitará pegar a demorada fila.

Catedral de Notre Dame

Catedral de Notre Dame

Criptas de Notre Dame
Museum Pass: aceito e evita fila (apesar que não tem fila neste lugar)
Preço sem Museum Pass: € 3
Tempo gasto: 20 min
Metrô: Cité
Ruínas subterrâneas da antiga Paris na região da catedral. Não é grande coisa. Só vale a pena se vc estiver com o Museum Pass e tiver 20 minutos para perder.

Sainte Chapelle
Museum Pass: aceito, mas não evita fila
Preço sem Museum Pass: € 8,50
Tempo gasto: 1 hora
Metrô: Cité
Próxima à Notre Dame, a Sainte Chapelle é uma igreja escondida no meio dos prédios do Palácio de Justiça. É um destino não muito conhecido dos turistas, mas que proporciona uma agradável surpresa. Quando vc entra, se depara com uma pequena e apertada igreja de quase 800 anos. Apesar da história e da beleza, nada muito diferente. Mas é subindo uma pequena escadinha no fundo da igreja que a maior surpresa se revela. Vc chega em uma outra igreja, mais alta e completamente cercada de belos vitrais. A igreja praticamente não tem paredes, só vitrais coloridos. E os vitrais não são desenhos abstratos. Na verdade cada um representa um livro da bíblia e em cada um, a representação das principais cenas destes livros. No total, são mais de mil cenas da bíblia representadas em pedacinhos de vidro que colorem toda a catedral. Já sofreram algumas restaurações, mas 72% dos vitrais ainda é original, de 1242! Honestamente, é uma das maiores obras de arte que já presenciei. Impressionante mesmo. Recomendo 100%. Caso vc fale francês, de hora em hora um guia da própria igreja dá explicações sobre a história da Sainte Chapelle.

Vitrais da Sainte Chapelle

Vitrais da Sainte Chapelle

Museu do Louvre
Museum Pass: aceito e evita fila!
Preço sem Museum Pass: € 10
Tempo gasto: 3-8 horas, dependendo da resistência dos seus pés versus entusiasmo pelas obras de arte
Metrô:
Museu mais famoso do mundo, lar da famosa Monalisa, o Louvre impressiona de várias formas. Pelo tamanho, com suas incontáveis salas. Pela beleza, com sua decoração digna dos mais belos castelos da Europa. Pela riqueza do seu acervo, com as obras dos artistas mais importantes do mundo e as famosíssimas Monalisa, Venus de Milu e Vitória de Samothrace. Prepare-se para andar muito, muito, muuuuuuuuuuuito. Se for um aficcionado por arte então, nem se fala. Esqueça aquele sapato de salto alto… Tênis é obrigatório. O museu está dividido em várias seções, como pinturas italianas, pinturas francesas, pinturas orientais, esculturas da Grécia antiga, Egito antigo e muito mais. Cada seção destas tem dezenas de salas com uma infinidade de obras. Um must see com certeza. Dica: às quartas e sextas o museu fica aberto até 21h45. Ótimo se vc estiver com pouco tempo.

Museu do Louvre

Museu do Louvre

Uma das infinitas galerias do Louvres

Uma das infinitas galerias do Louvres

Monalisa

Monalisa

Museu d’Orsay
Museum Pass: aceito e evita fila!
Preço sem Museum Pass: € 9
Tempo gasto: 2-4 horas
Metrô:
Segundo museu de Paris em tamanho e importância, o Musée d’Orsay fica num lindo prédio e abriga obras de importantes artistas, como Cézanne, Monet, Manet, Pissarro, Van Gogh, Renoir e outros. Visita obrigatória também. Assim como o Louvre, o Museu d’Orsay tem seu dia de abertura até altas horas, porém é na quinta-feira que fica aberto até 21h45.

Museu d'Orsay

Museu d’Orsay

Museu Rodin
Museum Pass: aceito e evita filas!
Preço sem Museum Pass: € 7
Tempo gasto: 1-2 horas
Metrô:
Museu com importantes obras do famoso Rodin, incluindo a famosa escultura O Pensador. O museu tem também um lindo jardim nos fundos, onde também estão expostas esculturas do artista.

Museu Rodin

Museu Rodin

Castelo de Versailles
Museum Pass: aceito, mas não evita a fila (que é bem grande)
Preço sem Museum Pass: € 18
Tempo gasto: 5-6 horas
Trem: estação Versailles Rive Gauche, linha RER amarela
Castelo mais famoso e mais grandioso da França, Versailles foi lar de alguns dos mais importantes reis da França, como Luis XIV e Luis XV. O castelo é gigantesco e exige pés bem descansados. A decoração é a grande atração. Cada quarto do castelo foi cuidadosamente decorado, com muito luxo e muitas obras de arte, incluindo as incríveis pinturas nos tetos dos aposentos. É realmente incrível e nos transporta para a França do século XVIII, quando os reis esbanjavam na riqueza enquanto a população vivia na miséria. Não deixe de conhecer o famoso jardim do castelo. Dica: o audio guide é gratuito. Vc pode ir de trem para lá e economizar. Mas vc precisará adquirir uma passagem específica de Paris para Versailles Rive-Gauche em qualquer estação do metrô.

Entrada do Palácio e a gigantesca fila

Entrada do Palácio e a gigantesca fila

Salão dos Espelhos

Salão dos Espelhos

Arco do Triunfo
Museum Pass: aceito e evita fila!
Peço sem Museum Pass: € 9,50
Tempo gasto: 1 hora
Metrô:
Inaugurado em 1836, o monumento foi construído por Napoleão Bonaparte para enaltecer e valorizar as vitórias da França nas guerras e batalhas lideradas por Napoleão. No monumento estão gravados os nomes dos soldados e das batalhas. Subindo ao topo (de escada), vc tem uma bela vista de Paris. O Arco do Triunfo fica no meio de uma rotatória enorme de onde saem 12 avenidas, entre elas a famosa Champs Elysées.

Arco do Triunfo

Arco do Triunfo

Sacre Coeur e Montmartre
Museum Pass: N/A
Preço: gratuito
Tempo gasto: 2-3 horas, considerando um passeiozinho por Montmartre
Metrô: Anvers
Sacre Coeur (Coração Sagrado, em português) é uma linda igreja no norte de Paris, no topo do único morro da cidade. Para chegar lá, vc desce na estação Anvers e sobe a pé. É uma subidinha de 5 minutos, nada muito cansativo. Mas caso vc seja meio sedentário ou já esteja com a idade avançada ou ainda esteja com bolhas no pé de tanto andar nos últimos dias, ainda existe a opção de subir pelo bondinho. Não sei dizer o preço, infelizmente. Chegando lá em cima, além de apreciar a linda Catedral, vc será contemplado também com uma maravilhosa vista de Paris.
Saindo de lá, desça o morro a pé observando calmamente as tranquilas e charmosas ruas do bairro de Montmartre, com suas lojinhas de itens únicos e artesanatos locais, além do inúmeros artistas de ruas, que ficam pintando os perfis de Paris e de Montmartre. Passeio muito agradável. Aproveite e almoce por ali num típico café parisiense. 😉

Sacre Coeur

Sacre Coeur

Champs Elysées
Museum Pass: N/A
Preço: N/A
Tempo gasto: 1-2 horas (ou mais se vc ficar babando nas lojas)
Metrô: Champs Elysées
Champs Elysées (Campos Elíseos em português) é a mais charmosa rua de Paris. Ela se estende do Arco do Triunfo até o Jardin des Tuilleries. Todas as grifes internacionais estão por lá. Para quem costuma comprar (ou pelo menos desejar) marcas como Giorgio Armani, Cartier, Svarowski, etc, pode ser um prato cheio. Mas mesmo que seu bolso não esteja com este entusiasmo todo, um simples passeio olhando as vitrines já é super parisiense. Aproveite e almoce ou jante na avenida. Chiquérrimo!

Champs Elysées

Champs Elysées

Jardins des Tuilleries
Agora vamos aos parques, que, é claro, são todos de graça. Paris tem lindos parques e jardins. Um deles é o Jardin des Tuilleries. Ele fica no final da Champs Elysées e termina no Museu do Louvre. Lindos jardins e uma fonte enorme no meio, em volta da qual os parisienses adoram ficar sentados sem se preocupar com nada.

Champ de Mars
Em português, Campo de Marte. É o imenso gramado e jardim que fica aos pés da Torre Eiffel. Uma delícia ficar por ali tomando um sol na grama.

Jardins du Luxembourg
Outro importante parque de Paris.

Catacumbas de Paris
Museum Pass: não aceito
Preço: € 8
Tempo gasto: 2-3 horas, contando a fila para entrar
Metrô:
Para quem gosta de lugares diferentes dos destinos tradicionais, este é um deles. As catacumbas (Les Catacombes) são uma infinidade de túneis subterrâneos onde estão (expostos!) os ossos de 6 milhões de parisienses! Segundo a história, no século XVIII os cemitérios de Paris estavam lotados. A falta de espaço para enterrar novos corpos estava gerando problemas sanitários na cidade. O prefeito então ordenou que os cemitérios fossem esvaziados e as ossadas fossem levadas para estas galerias subterrâneas. Foi o que fizeram. Levaram 6 milhões de esqueletos para dentro destas galerias, onde foram empilhados um a um. Hoje, 200 anos depois, estes túneis macabros podem ser visitados.

Les Catacombes

Les Catacombes

Ufa! Acho que este foi meu post mais longo.
Paris possui ainda mais algumas dezenas (quiçá centenas) de prédios e monumentos históricos e interessantes que podem ser visitados. Mas não vai dar para detalhar todos aqui. Tentei focar nos principais. Espero que tenham gostado e que aproveitem as dicas.
Aproveitem tudo em Paris. É uma cidade única, que todos deveriam ter a oportunidade de conhecer um dia.

Bon voyage!

Castelo de Neuschwanstein

Se existisse a minha lista de 7 Maravilhas do Mundo Moderno, a região do Castelo de Neuschwanstein certamente figuraria nesta lista. Diga-se de passagem, o castelo foi finalista na eleição da oficial lista das novas 7 Maravilhas, porém não ficou entre as 7.
Já estive em muitos lugares do mundo, alguns feios, muitos “normais”, muitos bonitos, alguns lindos e Neuschwanstein no topo da lista.
Apenas o castelo já vale a viagem. Mas o local onde ele está é que o leva para o topo da minha lista. Não por acaso, foi neste castelo que a Disney se inspirou para o Castelo da Cinderela. E é também ali perto que fica o Lago dos Cisnes, inspiração de Tchaikovsky para seu famoso balé.
Faz 2 dias que estive lá (estou escrevendo este post em um trem de Munique para Frankfurt) e tamanha foi a minha admiração que acho que vale um post só para o castelo.

Castelo de Neuschwanstein

História – Luís II e o Castelo

Construído na segunda metade do século XIX, o palácio em estilo medieval foi um pedido do rei Luís II da Baviera, que desejava, conforme suas próprias palavras, “a localização mais bela que alguém pode encontrar, sagrada e inacessível”. E parece que ele conseguiu o que queria.
Luís assumiu o trono aos 18 anos, após a morte do pai. Ele era culto e venerava as diversas formas de arte. Era admirador especialmente das óperas de Richard Wagner.
Luís era tímido, excêntrico, vivia em um conto de fadas e, segundo relatos dos seus diários, provavelmente era homossexual.
A partir de 1869, deu início à sua série de construções de castelos suntuosos. O primeiro foi justamente Neuschwanstein, cujo nome faz referência ao Cavaleiro do Cisne, da ópera Lohengrin, de Wagner. Outros grandes palácios que Luís II mandou construir foram Linderhof e Herrenchiemsee. Ele viajava muito pela Europa para buscar inspiração para seus castelos. Ao contrário de outros Chefes de Estado, ele construiu seus castelos com recursos próprios, e não com dinheiro público. Até por isso, entrou em uma complicada dívida financeira em um momento em que a Baviera também passava por uma crise econômica.
Fez diversos empréstimos e foi se afastando dos assuntos de Estado. Travou então uma guerra com seus ministros e começou a trabalhar com a hipótese de trocá-los todos. Mas eles foram mais rápidos. Armaram um laudo médico que atestava a insanidade do Rei e sua incapacidade para administrar o Estado.
Conseguiram junto a serviçais do castelo de Neuschwanstein uma série de lista de bizarrices do dia-a-dia de Luís II. Estas declarações até hoje são controversas e nunca foram confirmadas. Os psiquiatras que emitiram o laudo nunca conheceram o Rei e nunca o examinaram.
Os ministros convenceram o príncipe Leopoldo, tio de Luís, a depor o rei e assumir o trono. Leopoldo concordou.
Após algumas tentativas frustradas, Luís II foi finalmente preso e levado ao Castelo de Berg, acompanhado de um dos médicos que havia emitido o laudo de insanidade. No dia seguinte, Luís pediu ao médico que o acompanhasse em um passeio junto ao lago próximo do castelo. Os dois saíram às 18 horas e deveriam retornar às 20h, o que não aconteceu. Horas depois, os corpos do médico e do rei deposto foram encontrados boiando no lago.
As circunstâncias de sua morte nunca foram descobertas e até hoje permanecem um mistério.
Luís teve uma vida (e uma morte) cheia de controversas e excentricidades. Porém, o fato é que Luís II deixou um grande legado para a Baviera. E o Castelo de Neuschwanstein, que estava próximo da conclusão quando o rei foi deposto, é o maior exemplo.
Curiosamente, Luís II chegou a ordenar que seu castelo nunca fosse visitados por estranhos após a sua morte, para que nenhum dano fosse causado ao castelo. Poucos dias após a sua morte, o castelo foi aberto para visitação. Pelo menos o seu desejo de manter o castelo intacto foi respeitado e ele está até hoje impecavelmente conservado.

Castelo de Neuschwanstein

Como chegar e comprar seu ingresso

A melhor forma de chegar no castelo é pegando um trem a partir de Munique. Você deve ir até a estação principal (Hauptbanhof) e pegar um trem para a cidade de Füssen. A viagem dura 2 horas.
Chegando em Füssen, siga o fluxo de turistas até o ponto de ônibus. Pegue o ônibus 76 ou o 78 e desça no ponto de Hohenschwangau. Não se preocupe, você saberá quando descer pois o ônibus possui uma tela mostrando os nomes dos pontos (além do que, é onde todo mundo desce).
Chegando em Hohenschwangau, siga os turistas até o posto de venda do ingresso. Se você reservou seu ingresso pelo site, evitará a fila. Senão… torça para a fila estar pequena.
A entrada para o castelo de Neuschwanstein custa € 12. Você tem também a opção de comprar um ingresso combinado com o do castelo de Hohenschwangau (onde Luís II passou a infância). Os 2 juntos custam € 23. A visita ao castelo de Neuschwanstein só pode ser feita com um guia. As visitas guiadas são em alemão ou inglês. Existe também a opção de visita com audioguide. Aí você terá uma infinidade de línguas, inclusive português.
Ao comprar o ingresso, você já terá que escolher o tipo de visita e o horário. Seu ingresso vale SOMENTE para aquele horário. Não esqueça que você precisará subir a montanha do castelo. Se for a pé, considere pelo menos uns 40 minutos de subida. Se for de ônibus, considere uns 20 minutos.
Comprado o ingresso, você deverá, como já disse, subir a colina até o castelo. Existem 3 opções:
1. A pé: não custa nada e você pode apreciar a paisagem no caminho. A subida é relativamente forte, porém é em pista asfaltada. Demora cerca de 35 minutos para subir, contando algumas paradinhas para fotos. Não é recomendado para pessoas idosas ou com problema de mobilidade ou ainda as que não estão acostumadas a este tipo de atividade.
2. De ônibus: fácil e rápido e não custa muito caro (€ 1,90 para subir e € 1,00 para descer). O ônibus te deixa próximo do castelo. Ainda é necessário caminhar por cerca de 5 minutos até a entrada, porém sem subidas significativas.
3. De charrete. Não recomendo. Dá uma pena danada (para não dizer revolta) ver os dois cavalos subindo ofegantes levando nas costas a carruagem com cerca de 10 pessoas e ainda levando chicotadas. Sou contra qualquer tipo de maltrato de animais. Nem me interessa o preço disso… Não alimente este tipo de negócio.

Chegando na entrada do castelo, observe o monitor com o horário da sua visita e aguarde ser chamado. Não é possível ir em outro grupo diferente do seu.

Entrada do Castelo

Quando chegar a sua hora, entre e aproveite. Se por fora o castelo é incrível, por dentro é indescritível. Pena que não poderá tirar fotos :(.

Dicas valiosas!!

Se você comprar as passagens separadamente pelo site da DB, vai pagar bem mais caro e ainda terá que pagar o ônibus de Füssen até Hohenschwangau. O melhor a fazer é comprar a passagem na própria estação de Munique, nas máquinas automáticas. Compre o Bavarian Ticket. Ele vale para qualquer trem o dia inteiro dentro da Bavária. O primeiro passageiro paga € 22. Os passageiros adicionais (até 5) pagam € 4 cada. Portanto, se estiver em casal, vocês pagam € 26. O ticket vale para ida e volta de Füssen e para qualquer outro trecho de trem no mesmo dia. Outra vantagem é que vale também para o ônibus de Füssen a Hohenschwangau. Com certeza você economizará bastante.

Quando acabar a visita, calma. Não saia correndo. Ainda no castelo, entre no café e você terá acesso à varanda dos fundos. De lá você terá uma vista impressionante (mesmo!) de toda a região, das montanhas, do castelo de Hohenschwangau e dos lagos (Lago dos Cisnes inclusive). A vista parece um quadro ou uma imagem de quebra-cabeças. Gaste alguns bons minutos apreciando a paisagem, pois uma imagem destas merece ficar para sempre na memória. Para estragar a surpresa, esta é a vista que você encontrará! (acredite, ao vivo é ainda mais bonito)

Ao fundo, os lagos da região, incluindo o Lago dos Cisnes. À direita, o castelo de Hohenschwangau.

Ao fundo, os lagos da região, incluindo o Lago dos Cisnes. À direita, o castelo de Hohenschwangau.

Outra dica é, após visitar o castelo, seguir a trilha da Marienbrücke, a pontezinha que liga as duas colinas da foto abaixo (encontre a ponte na foto abaixo). Você pode ir até lá. A vista do castelo e do rio que passa embaixo da ponte são estonteantes. Tire muitas fotos e, novamente, gaste alguns preciosos minutos admirando a vista. O nome da ponte é em homenagem a Maria da Prússia, mãe de Luís II.

Marienbrücke

Vista da ponte

Descendo de volta à cidade, aproveite e aprecie a vista incrível do Swan Lake. Vale a pena comprar um lanchinho e fazer um mini piquenique na beira do lago. Foi ali que Tchaikovsky se inspirou para compor o famoso balé do Lago dos Cisnes. Segundo especialistas, um dos personagens da história (príncipe Siegfried) é uma referência ao rei Luis II, da história acima. As coincidências realmente são muitas.

Lago dos Cisnes

Caso você goste, é possível subir ao castelo de bike. Você pode alugá-las ao pé da colina. Existem também diversas outras trilhas na região.

Espero que as dicas ajudem. Caso esteja planejando passar pela região de Munique, não deixe de colocar Neuschwanstein no roteiro. É a visita que valerá tudo o que você gastou na sua viagem inteira. Programe sua visita também para um dia de bastante sol, se possível. Será a cereja no bolo.

Boa viagem e aproveite!

Camila e eu na varanda do Castelo

Berlim!

Se existe uma cidade no mundo com história para contar nos últimos 100 anos, esta cidade com certeza é Berlim. Duas Guerras Mundiais, Hitler, Nazismo, Guerra Fria, Muro de Berlim…é muita coisa para uma cidade só e em tão pouco tempo!
Mas o mais interessante é que, por mais negro que seja este passado (especialmente o da época dos Nazistas), os alemães não tentam escondê-lo. Pelo contrário, procuram deixar bem evidente para as novas gerações os absurdos que foram cometidos durante o regime nazista e a divisão do país em 2 durante a Guerra Fria.
É comum ver nos inúmeros museus que relembram o holocausto alguns pais explicando imagens e a história deste período para crianças de 3 ou 4 anos. O objetivo, é claro, é mostrar as atrocidades que foram realizadas e os erros que seus antepassados cometeram para que nunca mais isto ou qualquer coisa parecida se repita.
É inacreditável, mas 6 milhões de judeus morreram nos campos de concentração. É uma mancha na história da Alemanha que nunca mais se apagará, um peso que eles terão que carregar pelo resto da vida.

Bom, mas vamos ao que interessa. Não são só coisas ruins que vemos em Berlim. A cidade é linda (foi totalmente reconstruída após 2 Guerras Mundiais e Guerra Fria) e respira arte, história e cultura.

Berliner Dom

Desta vez o post não será meu. Minha irmã, Laís, está morando na Alemanha e tem um blog sobre o dia-a-dia do país. Um dos seus últimos posts foi justamente sobre dicas de passeio em Berlim e detalhes do transporte e como economizar nos museus. Eu mesmo aproveitei todas as dicas na minha recente visita à cidade. O blog é o Manha de Alemanha e segue abaixo o link do post sobre Berlim.

Manha de Alemanha – Berlim

Para complementar as dicas dela, acrescento ainda:

Castelo de Charlottenbug

Um castelo que fica dentro da cidade. Lar da rainha Sofia Carolina (que descansa em paz na cripta da Catedral de Berlim), o castelo é uma ótima visita. A entrada custa € 12 e você pode visitar os principais aposentos e salas do castelo.

Castelo de Charlottenburg

Zoológico de Berlim

Não deu tempo de visitarmos o zoo, mas ele é um dos mais famosos do mundo. Caso tenha um tempinho sobrando, visite também o zoo.

Tiergarten

Maior parque de Berlim. Começa bem em frente ao Portal de Brandemburgo. No centro dele, corre uma grande avenida, onde está também o obelisco conhecido como Berlin Victory Column.

CIMG1733

Bom, ficam então as dicas de Berlim e a indicação do blog Manha de Alemanha, da minha irmã. Qualquer dúvida, me escrevam.
Assim que ela postar dicas sobre outras cidades da Europa, compartilho também com vocês.

PS: Coloco abaixo o link da música Wind of Change, do Scorpions, que retrata a esperança pela queda do Muro de Berlim, quando as lideranças soviéticas já não mostravam mais tanta força para sustentar o muro. Eram os “ventos da mudança” soprando.

Boa viagem!

“Luna de Miel?” Foram as primeiras palavras que ouvimos quando pisamos em território mexicano, no aeroporto de Cancun. E não é à toa. A cidade caribenha é um dos destinos mais procurados do mundo quando o assunto é lua de mel (e mesmo quando não é). Para não fugir à regra, Camila e eu, agora casados, fomos passar nossa lua de mel em Cancun, em agosto de 2009. E, como não poderia deixar de ser, vou compartilhar com todos os leitores os nossos passeios, experiências e sentimentos sobre este lindo paraíso tropical. E pra quem não curte passar todo dia na praia, Cancun oferece muito mais do que isso. Ruínas históricas dos maias, compras, parques aquáticos… Cancun é pura diversão, mesmo para os que não são tão “praieiros”. Confira as dicas abaixo e prepare seu roteiro!

Passagem Aérea

Não existem vôos diretos do Brasil para Cancun.
A maioria dos vôos faz escala em Miami (companhias americanas), Cidade do México (AeroMéxico e Mexicana) ou Panamá (Copa Airlines). Caso vc faça escala nos EUA, tenha certeza de ter seu visto americano válido, pois vai ser preciso, mesmo sendo apenas uma conexão.
No nosso caso, optamos pela Copa, que faz escala no Panamá. A Copa é uma empresa aérea razoável. Os aviões não são tão novos e a comida é às vezes esquisita. Mas fora isso e uma turbulência que pegamos perto do Panamá, o vôo foi tranquilo.

Transporte

Nem pense duas vezes. Alugue um carro!
Tudo em Cancun é muito longe. Depender de transporte coletivo ou táxi vai atrasar seus passeios e ainda deixar tudo mais caro. O táxi do aeroporto pro hotel vai sair cerca de 30 dólares. A volta também. Os ônibus custam 1 dólar. Também não compre passeios nos hotéis. Vc vai pagar muito mais caro do que fazer o passeio por conta própria de carro.
Por isso esqueça qualquer alternativa. Alugue um carro e fique livre pra fazer o que quiser. Alugamos um carro na EZ Rent a Car (no aeroporto de Cancun se chama Executive Rent a Car) por uma semana por US$ 130 e nada mais! É o preço de um passeio pra duas pessoas para Chichen Itza, comprado no hotel. De carro, vc faz este passeio gastando muito menos.

Câmbio

Isto era uma coisa que me deixava muito em dúvida antes de ir pra lá. O que é mais vantajoso: trocar os dólares, comprar com dólares, comprar com cartão de crédito??
Bom, lá funciona assim. Vc pode comprar qualquer coisa em qualquer lugar com dólares. Vc não vai precisar andar com pesos mexicanos. Dólar serve para tudo. Mas vc precisa ficar atento às taxas de câmbio cobradas nas lojas, principalmente quando elas derem troco em pesos. Se vc não tiver aquela habilidade com números, carregue uma calculadora. Caso a taxa de câmbio não seja boa, use o cartão de crédito. O ideal é usar o cartão para tudo.
As lojas cobram a conversão do dólar conforme a conveniência para eles. Um dólar lá pode valer de 9 a 15 pesos. É muita diferença!! Fique esperto com as conversões.

Hospedagem

Cancun oferece uma rede hoteleira de primeiro mundo. Todos os melhores hotéis do mundo estão lá, mais uma centena de outros hotéis. Todos os da Zona Hoteleira são bons e oferecem basicamente os mesmos mimos para os hóspedes.
Ficamos no Flamingo Cancun, que fica no km 11 da Blvd. Kukulkan, avenida que corta a Zona Hoteleira. Não é o mais luxuoso dos hotéis de lá, mas é ótimo, confortável, com excelente atendimento, estacionamento grátis, duas piscinas, quiosques na praia, atividades na piscina e no auditório, etc. O quarto é confortável, limpo e com uma bela vista da praia.
Seja qual for sua escolha, pegue um hotel na Zona Hoteleira, pois aí não tem erro.

Clima (e Furacões)

Sol e calor. Este é o resumo do clima de Cancun. Mas é claro que existem épocas de maior calor, de chuvas, furacões, etc.
Existem duas épocas de chuvas em Cancun. Uma de maio a junho e outra de outubro a dezembro. No verão (junho a setembro) podem ocorrer chuvas rápidas no final de tarde, como ocorre aqui em São Paulo, porém em geral fica só na ameaça. O tempo fecha lá pelas 16h e parece que vai chover mas não chove.
Com chuva ou sem chuva, faz calor em Cancun o ano inteiro. No verão então… chega a ficar quase insuportável para quem não está acostumado com temperaturas na faixa dos 40 graus. O mormaço em Cancun é uma coisa impressionante. Eu nunca tinha visto nada igual (talvez no verão de Roma). Mesmo à noite, vc não consegue ficar 5 min sem suar. O calor é realmente muito forte.
Portanto, em qualquer época do ano dá pra visitar Cancun. Porém, atente-se para o período de outubro a dezembro. É nessa época que ocorrem as chuvas tropicais no Caribe e, com elas, os furacões. É óbvio que mesmo na temporada, os furacões não acontecem todo dia e nem tão fortes. Pode-se passar um período de até alguns anos sem que um furacão passe por Cancun. É perfeitamente possível vc viajar em novembro, por exemplo, e não pegar nenhum furacão. O único problema é que é mais arriscado, até porque furacão se forma de repente e não há muito como prever antes que ele seja formado.
Mas o melhor é não ficar muito preocupado com isso não. De janeiro a setembro, fique tranquilo que não há perigo. De outubro a dezembro, pode acontecer, mas não é motivo de desespero. Pode viajar normalmente e só fique atento à previsão do tempo.

Alimentação e Vida Noturna

Comer em Cancun é uma tentação. As opções são várias e vc com certeza vai comer muito bem por lá.
Todos os grandes restaurantes americanos estão por lá. Hard Rock Cafe, Planet Hollywood, Bubba Gump, Rain Forest, Starbucks, Burger King, etc. Opções não faltam.
Há ainda os restaurantes mexicanos, como o Señor Frog’s (misto de restaurante, bar e balada), o mais famosos deles. Para se divertir à noite, as opções também são quase infinitas. Diversas discotecas e casas noturnas agitam a noite de Cancun.
Para dançar música eletrônica, escolha a Dady’O ou a La Boom.
Para dançar salsa, tem a Batacha ou a Azúcar. As baladas de salsa são “chiques”. Não vá muito “mulambento”, nem de bermuda.
As baladas de Cancun, tanto as eletrônicas quanto as de Salsa, começam tarde, por volta da meia-noite. Porém, no caso da Azúcar por exemplo, chegando antes das 22h vc não paga entrada.

Compras

Como sempre, este item não pode faltar. É o item preferido dos visitantes do Sigam-me os Bons.
E em Cancun vc certamente comprará muita coisa. O que vale a pena comprar lá: souvenirs, camisetas, artesanato, jogos de vídeo-game, alguns tipos de eletrônicos, roupas de marca, roupas em geral. Perfume recomendo comprar no free-shop (quem for fazer escala no Panamá, compre perfumes no aeroporto de lá).
Uma das coisas que mais se acha em Cancun é Shopping Center. São muuuuitos. Tem o Flamingo Plaza, La Isla, Plaza La Fiesta, Plaza Kukulkan, Plaza Las Americas, Plaza Cancun e por aí vai. Pra não ficar detalhando a localização de cada um, confira os endereços neste site: http://cancun.retailguide.com .
Para comprar roupas, o melhor, na minha opinião, é o shopping La Isla, na Zona Hoteleira. Lá vc encontra as melhores grifes internacionais, como Benetton, Zara, Tommy Hilfiger, etc, e tudo, é claro, por menos da metade do preço do Brasil. Aproveite e jante no Planet Hollywood, que fica neste shopping.
Para quem curte artesanatos, Cancun é um dos melhores lugares do mundo. Tem muito artesanato. Em todo lugar vc encontra lojas e barraquinhas de artesanatos, em todo lugar mesmo! Não preciso nem indicar algum, vc vai achar um monte. Em Chichen Itza são infinitas barraquinhas. Na Zona Hoteleira também. No Flamingo Plaza tem mais uma grande loja. E tem ainda o Mercado 28, no centro da cidade. São muitas opções mesmo.

Passeios

Cancun tem passeios para todos os gostos, bolsos, estilos, etc.
Mais uma vez vou recomendar: alugue um carro! É muito mais prático. Cancun é muito fácil para dirigir, bem como as estradas que vão para as atrações da região.

Vamos então começar com o principal: praias!
É bem provável que se vc escolheu Cancun como seu destino, vc adora praia. E neste quesito Cancun não deixa nada a desejar. Pelo contrário, as praias deixarão qualquer um de boca aberta. A limpeza, a areia branca, a água transparente e até peixes coloridos vão encher os olhos de qualquer visitante.

Comece pelas praias da Zona Hoteleira. Todos os 25 km da Zona Hoteleira são banhados pelo mais azul e belo mar. O mar é calmo, quase sem ondas, a água é transparente e muito… muito quente! Eu nunca tinha visto, nem no Nordeste do Brasil, praias tão quentes. Mesmo quem não gosta de praia se rende à delícia de um banho no mar de Cancun.
Depois de ter aproveitado a praia em frente ao seu hotel, comece a explorar as outras praias da região.

Uma ótima opção pra começar a explorar as praias vizinhas a Cancun é a Isla Mujeres (Ilha Mulheres). É uma ilha ao norte de Cancun. Para chegar lá, o melhor é pegar um barco no Puerto Juárez, um pequeno pier de barcos de passeio e transporte diário de passageiros ao norte de Cancun. Deixe seu carro lá e pegue um barco para Isla Mujeres. Custa cerca de 35 pesos por pessoa (R$ 5,00). Chegando em Isla Mujeres, vc pode ir caminhando até uma das mais famosas praias, Playa del Norte. É uma sossegada praia de águas cristalinas e quentes. Isla Mujeres é bem grande e existem ainda diversas outras praias e atrações. Caso queira comprar um pacote turístico completo, vc pode adquiri-lo em Puerto Juárez.

Outra famosa praia de Cancun é a Playa del Carmen. Na verdade esta praia se situa a 1 hora de Cancun pela rodovia 307. É uma praia lotada de hotéis e turistas, provavelmente uma das mais animadas de Cancun e região. Muitas lojinhas de souvenirs, restaurantes e hotéis. A 5th Av. é a principal avenida, onde estão os restaurantes, lojinhas e baladas. Só pelo “agito” já vale a pena, mas é claro que a praia não deixa nada a desejar. Como não poderia deixar de ser, limpa, quente e cristalina.

Cozumel é o lugar preferido dos transatlânticos e dos mergulhadores. A água transparente oferece uma visibilidade incrível, nada melhor para avistar os inúmeros corais e mais de 500 espécies de peixes. Assim como Isla Mujeres, Cozumel é uma ilha. A melhor forma de chegar lá é pegar um barco a partir de Playa del Carmen. O preço é mais ou menos o mesmo de Isla Mujeres. Para tornar mais divertida a travessia para a ilha, ao invés de ir de barco, vc pode ir de submarino! Sim, um submarino de verdade! Vc faz a viagem curtindo a vista dos corais e peixes coloridos. O ruim dessa história é o preço do submarino: cerca de 100 dólares por pessoa. Mais informações em http://www.atlantisadventures.com

A cerca de 50 km de Playa del Carmen está o incrível Xcaret, o parque aquático mais diferente do mundo. Esqueça os tradicionais, como Wet’n Wild. Xcaret é um parque eco-arqueológico. Situado numa antiga cidade maia, ele possui ruínas, um zoológico e um parque aquático, tudo junto. E o melhor de tudo é que as atrações aquáticas são todas naturais, com praias, rios subterrâneos, piscinas naturais, etc. Simplesmente fantástico. Ainda existem apresentações de dança típica maia, um cemitério maia e muitos animais (foram as maiores arraias e tartarugas que já vi na minha vida!). E de quebra vc ainda tem a opção de nadar com golfinhos!! Claro que tudo isto não é barato. Mas vale a pena o passeio. Confira detalhes em http://www.xcaret.com

Descendo mais alguns kilômetros ao sul na Riviera Maia, vc chegará a Tulum. Esta é uma das mais famosas cidades maias, com ruínas do século XI. Ali fica também uma bela praia da riviera.

Falando em ruínas, é claro que não poderíamos deixar de citar Chichen-Itza. É o sítio arqueológico mais preservado da península de Yucatan e provavelmente o ponto turístico mais visitado da região de Cancun. Composto por diversos edifícios, templos e ruínas da cidade maia que existia ali por volta do século X, o sítio ainda preserva uma bela pirâmide, El Castillo. Uma das 7 Maravilhas do Mundo Moderno, a pirâmide foi construída de forma que cada lado aponte para um ponto cardeal e cada um dos 365 degraus representa um dia do ano. Nos equinócios de primavera e de outono (21 de março e 22 de setembro, respectivamente), algo magnífico acontece em Chichen Itza. Toda a inteligência astronômica dos Maias se revela e o sol se projeta na escadaria norte formando uma serpente que sobre a escada. A serpente, composta por 7 triângulos de luz invertidos, só pode ser vista nestes 2 dias do ano. Para os maias as serpentes eram sagradas, por isso elas estão em forma de escultura também por toda a pirâmide. Infelizmente desde 2007 não é mais permitido subir na pirâmide por conta dos inúmeros acidentes que aconteciam, graças aos pequenos degraus da longa escadaria. Não compre pacotes turísticos para Chichen Itza. Vá de carro que vc gasta menos. Mas seja da forma que for, por favor não deixe de visitar Chichen-Itza!! É como ir a Paris e não ver a Torre Eiffel ou, como diz o ditado, “ir a Roma e não ver o Papa”.

Cancun possui ainda diversas outras praias, ruínas, atrações aquáticas, etc. Infelizmente não tenho como descrever todas aqui, então me limitei às principais. Se tiver alguma dúvida ou quiser saber de mais detalhes sobre alguma das atrações acima, por favor deixe um comentário. Responderei todos como de costume.
Boa viagem!!

Não é só ao “agito” da cidade que o apelido faz referência, mas claro que se refere também aos tremores de terra, muito comuns na região. Mesmo assim, São Francisco é uma cidade encantadora, uma das mais bonitas que já visitei, certamente entre as top 5 dos EUA.

“Old child, young child, feel alright
On a warm San Franciscan night.
I wasn’t born there, perhaps I’ll die there.
There’s no place left to go… San Francisco”

Eric Burdon foi um dos que expressaram seu amor pela cidade californiana. O único erro dele foi citar as “noites quentes” de São Francisco. Se tem um lugar onde o aquecimento global não chegou, este lugar é São Francisco. Ô lugarzinho gelado!!
Ainda que o clima de lá seja bem peculiar (fora os desastres naturais), os viajantes e mochileiros precisam incluir SanFran em seus roteiros, pois a visita será inesquecível!

Clima e Terremotos

Dois assuntos muito importantes para quem visita a cidade.
O clima de lá é bem ameno. No verão, não conte com as “noites quentes” de Eric Burdon. Mesmo no pico da estação, dificilmente vc enfrentará um calor significativo. O sol pode até aparecer forte, mas a brisa gelada que vem do Pacífico e bate em toda a cidade ameniza qualquer calor e os dias normalmente começam com 10 graus Celsius e não chegam a 20. O ventinho é realmente gelado.
Por outro lado, mesmo estando a altas latitudes, São Francisco não é tão fria no inverno. A temperatura dificilmente chega ao negativo. Portanto, o clima de São Francisco é bem constante durante o ano (constantemente frio…).
Outra característica única é a incidência de neblina. O calor do solo californiano combinado com as brisas geladas do Pacífico provocam uma densa névoa todos os dias na cidade, principalmente no verão. Os dias começam nublados e muito gelados. A partir do meio-dia que as coisas começam a mudar e o céu abre, apesar de a temperatura não subir muito.
Como se não bastasse o clima peculiar, São Francisco ainda é uma grande vítima de terremotos. Diversos terremotos, das mais variadas magnitudes, já atingiram a cidade. Um dos maiores ocorreu em 1989, com 7,1 graus na escala Richter. Mas o terremoto mais devastador de todos os tempos foi sem dúvida o de 1906. Em 18 de abril deste ano, pouco depois das 5h da manhã, quando todos ainda dormiam, São Francisco foi abalado por um histórico tremor de terra. O abalo, de 8,25 graus na escala Richter, causou destruição de pontes, ruas, casas, prédios, etc, além de causar incêndios por toda a cidade, matar mais de 3 mil pessoas e deixar mais da metade da população desabrigada.

Até hoje este é considerado o maior desastre natural da história dos Estados Unidos.
A boa notícia é que terremotos podem acontecer a qualquer momento, mas não são tão frequentes. Grandes terremotos acontecem muito raramente. A má notícia é que nenhum terremoto pode ser previsto, então não se pode saber quando será o próximo. :S

Como chegar e andar pela cidade

Tragédias à parte, vamos ao que interessa!
Para chegar em São Francisco, se vc vier de Los Angeles, pode vir de carro (pela Interestadual 5), de ônibus (passagens a cerca de $25) ou de avião (passagens a partir de $59). Vindo de carro pela I5, vc não pagará nenhum pedágio, somente na ponte Bay Bridge, ao entrar em São Francisco. Lá o pedágio é de $4 só na entrada. Para sair da cidade não se paga nada.
Vindo do Brasil, não existe voo direto. Vc precisará fazer escala em Miami, Dallas, Atlanta, Houston, etc, dependendo de qual companhia aérea vc escolher. Como a cidade está na Costa Oeste americana, a viagem é longa e entre voos, escalas e tempos de espera em aeroportos, vc gastará umas 20 horas. Prepare-se!

O fuso-horário lá é 4 horas a menos em relação ao horário de Brasília (no verão americano) e 6 horas no inverno.
Em relação a transporte público, São Francisco é uma das melhores cidades dos Estados Unidos. O sistema de transporte lá é muito eficiente. Existe um sistema de metrô e trens que atende toda a região metropolitana, de forma que vc pode inclusive ir para o aeroporto de metrô. Por cerca de 8 dólares, vc vai do metrô ao centro da cidade. Mas não se assuste, este não é o preço do metrô. Na verdade, o preço varia conforme o percurso que vc fará, exatamente como o metrô de Washington (veja post de Washington para entender o funcionamento). Então, por $8 vc faz o percurso aeroporto-cidade. Por $15 por pessoa, existe uma van (shuttle) que te leva do aeroporto ao seu hotel também. Vc ainda pode pegar um táxi e gastar cerca de $70 a corrida. É óbvio que o melhor mesmo é pegar o metrô.
Entretanto, para se locomover dentro da cidade, o metrô não é a melhor opção, afinal ele só “passa” por São Francisco, não a atende totalmente. Para andar pela cidade, existem outras opções.
A primeira é o tradicional Cable Car, o clássico bondinho de SanFran. O bonde é movido por cabos de aço subterrâneos e são a melhor opção para enfrentar as ladeiras da cidade. Na verdade, os habitantes da cidade não utilizam o bondinho com muita frequência pois, apesar da eficiência e rapidez, a passagem é cara! Custa $5 por viagem. Vc paga na hora para o “maquinista”. Se vc não quiser encarar estes preços no seu transporte diário, não deixe de fazer pelo menos uma viagem no bondinho. Ir a São Francisco e não andar de bonde é como ir a Roma e não ver o Papa ou ir a Paris e não ver a Torre Eiffel!

Cable Car

Cable Car

Fora o cable car, existem ainda bondes elétricos. Estes são mais modernos e mais baratos. Circulam mais no centro da cidade. São vários tipos de bonde elétrico.
Para finalizar, ainda tem os ônibus. A maior parte são elétricos. Eles atendem toda a cidade e podem ser utilizados por ciclistas, pois todos os coletivos possuem um rack para bicicletas na dianteira do veículo. Assim, basta vc encaixar sua bicicleta ali e seguir viagem de ônibus (fundamental na hora de encarar as ladeiras!).

Se vc estiver de carro, São Francisco é tranquila para dirigir. A cidade é pequena (800 mil habitantes), então o trânsito é bem tranquilo. Para estacionar é fácil também. Na região central vc precisará pagar o parquímetro das 7h às 18h. Tome cuidado com os bondes! Preste atenção nos trilhos no meio das ruas. Vc em geral pode circular sobre eles, mas tenha atenção com os bondes, pois eles têm preferência. Nas esquinas com placa de Stop, pare e olhe, mesmo que não venha ninguém, senão a polícia pode te abordar. E lembre-se: pedestre SEMPRE tem a preferência! Se vc for entrar numa rua à direita ou à esquerda, terá que esperar os pedestres, mesmo que o semáforo esteja aberto para vc.

Hospedagem

Todas as grandes redes de hotéis estão em São Francisco e vc encontrará quartos a partir de $60 a diária. Não espere muito do café da manhã, quando este existir. Assim, é sempre bom ter uma reserva de mantimentos no seu quarto. Albergues também existem muitos. Procure dar preferência aos mais famosos, senão a surpresa pode ser desagradável.
Dê preferência aos hotéis do centro, pois vc poderá fazer quase tudo a pé e economizar com transporte.

Conhecendo a cidade

São Francisco é uma das cidades americanas com maior número de atrações turísticas. Se vc estiver de carro, conseguirá conhecer as principais atrações em 3 dias (que foi o meu caso). Caso esteja dependendo de transporte público, é melhor reservar um dia a mais.
E nunca é demais lembrar… sua programação deve se encerrar às 22h, pois para os americanos a partir daí já é madrugada e nada mais funciona, nem restaurantes. Os shoppings fecham às 20h e lojas de rua às 18h. Isto em dias de semana. Nos finais de semana então nem se fala. Americano vai pra casa cedo, então esqueça as agitadas noites a que estamos acostumados. Existem algumas baladas lá, mas poucas e elas terminam às 2h ou 3h da manhã.
Vamos então começar com o principal ponto turístico da cidade: a mundialmente conhecida Golden Gate Bridge! A imponente ponte pênsil é considerada uma das 7 Maravilhas do Mundo Moderno. Ela liga as cidades de São Francisco e Sausalito e atravessa o estreito Golden Gate, na Baía de São Francisco.

Golden Gate Bridge

Golden Gate Bridge

As duas torres da ponte possuem 227 m de altura e com cabos de aço erguem quase 3 km de pista. O vão livre entre as torres é de 1300 m! Com tamanha imponência, a ponte não é só alvo de turistas, mas também de suicidas! Mais de 1200 pessoas já se suicidaram da ponte. Em média, uma pessoa pula da ponte a cada duas semanas. A queda, que dura cerca de 4 segundos, é quase sempre fatal. Por isso, espalhados pela ponte existem diversos telefones para aqueles que pretendem acabar com a própria vida. Uma entidade dá conselhos para aqueles que estão nesta situação. Basta pegar um telefone desses e conversar com a atendente psicóloga. Bem coisa de americano! rs

Telefone Anti-Suicídio

Telefone Anti-Suicídio

Para visitar a ponte, o melhor é ir de carro. Para sair de São Francisco vc não pagará pedágio (mas na volta terá que desembolsar $6 para atravessar a ponte de carro). São muitos os mirantes da ponte. Antes de atravessá-la, ainda em SanFran, siga uma placa “Last Exit to San Francisco”. Lá existe um mirante para tirar fotos da ponte e estacionar seu carro para fazer uma caminhada na Golden Gate. Da mesma forma, do outro lado, logo após o término da ponte, também existe um mirante com estacionamento. Siga a placa “Vista Point”. Mas estes dois mirantes não são os melhores. São bons para estacionar seu carro e caminhar na ponte. Para se ter uma vista espetacular da Golden Gate, atravesse-a, passe pelo “Vista Point” e pegue a próxima saída. Faça um retorno como quem vai voltar a São Francisco, mas antes de pegar a pista de volta, siga por uma ladeira que sobe paralelamente à estrada. Logo no começo desta estradinha vc verá a entrada de uma antiga base militar. Estacione ali e siga uma pequena trilha até o mirante. Lá vc terá uma incrível vista da ponte (leve agasalhos, pois o vento ali é sempre gelado). Aproveite e visite também a antiga base militar, um forte de onde o exército vigiava a baía contra invasores.
Se vc seguir pela mesma estradinha, subirá um morro e durante todo o caminho passará por diversos mirantes. Pare em todos eles e tire fotos de diferentes ângulos da ponte. 😉

Golden Gate Bridge

Golden Gate Bridge

De volta à cidade, assim que vc sair da Golden Gate, vc passará pelo Presidio. Não se trata de uma prisão, mas sim de um charmoso bairro, onde em outras épocas moravam os militares que trabalhavam nas bases do estreito de Golden Gate. Se vc estiver de carro, vale dar uma circulada pelas simpáticas e arborizadas ruas da região.
Siga na Presidio Boulevard até cruzar com o início da Lombard Street. Siga por esta rua por alguns quarteirões. Entre as ruas Hyde e Leavenworth, vc terá uma bela surpresa (se já não espera por ela). Trata-se do mais famoso quarteirão de São Francisco, onde a Lombard Street ganha um trajeto sinuoso, com 8 curvas fechadas no mesmo quarteirão. O ponto é famoso não só pelo aspecto sinuoso mas também pelos jardins sempre impecavelmente tratados e floridos. Não deixe de visitar, este é o segundo ponto mais famoso da cidade!

Lombard Street

Lombard Street

Perto dali, encontra-se a panorâmica praça Alamo Square. A praça em si não tem nada de mais, porém sua vista panorâmica da cidade atrai centenas de turistas todos os dias. É ali também que estão as Painted Ladies, apelido dado à série de casinhas idênticas lado a lado, cada uma de uma cor.

Alamo Square & The Painted Ladies

Alamo Square & The Painted Ladies

Junto à Alamo Square passa um ônibus (não me lembro o nome da linha) que te levará ao centro da cidade, caso vc não esteja de carro. Siga para o centro e desça na região da Market Street. Ali, diversos pontos turísticos podem ser visitados a pé. Na própria Market St. está o Westfield Mall, o maior shopping de SanFran. É melhor aproveitar para fazer as compras durante o dia, pois o shopping fecha cedo, por volta das 20h. Nas redondezas também estão lojas de marcas famosas, como Nike, GAP, Adidas e outras, sempre com ótimas promoções. Encontrei calças da GAP por 19 dólares!
Bem em frente ao shopping, nas esquinas da Powell St com a Market St, está o principal ponto final de cable cars da cidade. Ali é o início e o fim da linha Powell-Hyde (se vc a esta altura ainda não foi na Lombard St, esta linha te deixa lá) e é onde acontece também uma curiosa manobra dos bondinhos. Como a rua é estreita, não há espaço para o trilho fazer a curva, então um trecho da rua possui uma plataforma giratória de madeira, onde os bondes são manualmente virados para o outro lado.

Como manobrar um Cable Car

Como manobrar um Cable Car

Subindo duas quadras da Powell St, vc chegará na Union Square, uma moderna praça com gramados, fontes, grandes lojas, etc.
A alguns quarteirões a oeste dali, está o Civic Center, onde se encontram alguns edifícios públicos, incluindo museus, bibliotecas, a Suprema Corte e a Prefeitura. Vale uma visitinha também.
Pegue um bonde ou ônibus na Market St. na direção nordeste e siga até o final da avenida. Vc chegará ao distrito financeiro de São Francisco, único lugar onde existem arranha-céus na cidade. Ai está também a Transamerica Pyramid, um edifício em formato piramidal, o mais alto da cidade, contruído desta forma para resistir aos terremotos que atingem a cidade de vez em quando.

Transamerica Pyramid

Transamerica Pyramid

Seguindo alguns quarteirões para o leste, vc chegará à Baía de São Francisco, com seus vários Piers. Vc estará próximo ao Pier 1. Ali vc terá uma bela visão da Bay Bridge, ponte que liga SanFran a Oakland. A ponte tem arquitetura parecida com a Golden Gate Bridge, porém é mais comprida e suas pistas se sobrepõem. Uma vai por cima e outra vem por baixo.
Vc pode ir caminhando pelo calçadão em direção ao norte. Vc passará pelos Piers, uma a um, até chegar ao mais famoso deles, o Pier 39. Neste enorme e animado pier, existem dezenas de restaurantes, inclusive de redes famosas, como Hard Rock Café, Bubba Gump, etc. Lojas de souvenirs também estão por lá. Vale a pena almoçar por ali. No horário do almoço, o pier fica lotado. Mas se vc pensa que essa animação é maior ainda à noite, pode tirar o cavalinho da chuva. Como não me canso de dizer, americanos vão pra cama cedo. Então, depois das 20h o pier já está deserto e todos os restaurantes fechando. Não conte com uma noite agitada por lá, como seria normal no Brasil. Seguindo até o final do Pier 39, além de ter uma linda vista da Baía, vc apreciará também a Prisão de Alcatraz, bem no meio da Baía. Voltando pelo lado de fora do Pier 39, vc vai se deparar com as plataformas onde descansam dezenas de leões marinhos. Durante todo o ano é possível avistar os animais descansando e fazendo seu barulho típico.
Seguindo mais alguns metros pela avenida The Embarcadero, vc chega ao Pier 45, onde está o famoso Fisherman’s Wharf, um centro de compras, turismo e gastronomia. Lá vc terá uma dezena de opções de restaurantes de frutos do mar, museus, visita a um submarino da marinha americana, etc. É um dos lugares mais famosos de São Francisco. Vale a pena conhecer também.
Em toda a região dos Piers 39 a 45 estão também diversas lojas de souvenirs. Se vc quer levar lembranças para parentes e amigos, ali é o lugar para comprá-las.

Pier 39

Pier 39

Entre os dois famosos piers, está o Pier 41, de onde saem os ferries para a Ilha de Alcatraz (, também conhecida como The Rock. A visita à prisão de mesmo nome é programa obrigatório aos visitantes de SanFran. Alcatraz foi uma base militar de 1850 a 1930. Em 1933, o Departamento de Justiça dos EUA adquiriu Alcatraz e no ano seguinte a transformou em prisão de segurança máxima. Durante anos, a prisão abrigou alguns dos maiores criminosos dos EUA, como Al Capone, Robert Stroud (“Birdman of Alcatraz”) e Alvin Karpis. Diversas foram as tentativas de fuga, mas nenhuma bem-sucedida. Os fugitivos sempre acabavam capturados ou afogados na baía. Em 1962, Frank Morris e outros 2 fugitivos escaparam de suas celas e nunca mais foram encontrados. Acredita-se que tenham sido vítimas de afogamento, como normalmente ocorria. Entretanto, até hoje a justiça os dá como desaparecidos, pois seus corpos nunca foram encontrados. A história virou o filme Escape from Alcatraz, com Clint Eastwood, e tema do programa de tv Mythbusthers, que testou a possibilidade de se escapar de Alcatraz. Em março de 1963 a prisão foi fechada devido ao seu alto custo de manutenção e à obsolescência (acho que foi a palavra mais bonita que já usei no blog hein :P) do seu sistema de segurança diante das prisões mais modernas (mesmo que nunca ninguém tenha conseguido de fato escapar de lá).
A prisão pode ser visitada por dentro, onde vc conhecerá as celas e a história de Alcatraz. Para chegar até lá, pegue um ferry no Pier 41. O passeio custa em média 26 dólares por pessoa e vc vai gastar no mínimo metade do seu dia por lá.

Alcatraz

Alcatraz

Estas são as principais dicas de São Francisco. Não deixe de conhecer nenhuma delas!
Caso vc tenha tempo e um carro, vale conhecer também a cidadezinha de Sausalito, do outro lado da Golden Gate Bridge. Vc pode também ir até o Vale do Silício, onde se encontram todas as grandes empresas de tecnologia. Este passeio não acrescenta muito, a não ser que vc queira tirar uma foto em frente ao prédio do Google ou do eBay. Fora isso, não tem muita graça.
Vc pode também conhecer The Exploratorium, um museu de ciência próximo ao Presidio. Também é conhecido como Museum of Fine Arts. A entrada custa $ 14. Caso não queira ou não possa gastar esse valor, visite o museu por fora pelo menos. Existe um bonito parque e um lago com marrecos e cisnes bem na frente do museu, que também possui arquitetura bem peculiar.

The Exploratorium

The Exploratorium

Para comprar eletrônicos, procure a BestBuy e a Fry’s. Para utilidades domésticas, tem a Bed Bath and Beyond. Para souvenirs, as lojinhas perto do Fisherman’s Wharf. Para roupas, a Kohl’s tem sempre grandes promoções, bem como as lojas da Market St. Para cosméticos, tem a Victoria’s Secret do Westfield Mall. E por aí vai.
Como sempre digo, passeie bastante a pé. É sempre a melhor forma de aproveitar as vistas e a cultura do lugar.
Observe as casinhas de São Francisco. Repare que quase todas possuem grandes janelas voltadas para a rua e nenhuma com cortina! É uma característica interessante dos moradores de lá.
Caso tenha alguma dúvida, sugestão, elogio, crítica, observação, algo a acrescentar, etc, deixe seu comentário!
São Francisco é uma das cidades mais bonitas dos EUA.

Obrigado pela visita a mais um dos nossos posts!

Boa viagem!!
Enjoy!

Vamos agora dar uma paradinha nos posts internacionais e desembarcar novamente em terras tupiniquins.
Com a chegada do mês de junho, não é só o frio que começa em São Paulo. É nessa época que começa também a temporada de inverno em Campos do Jordão. Todo ano a charmosa cidade paulista começa a ficar lotada de turistas, principalmente da alta sociedade do estado, a partir de maio/junho.
E não são só os paulistas que curtem pegar um frio. Mineiros e até cariocas mostram as caras (e os sotaques) em Campos no inverno. A chamada “Suíça Brasileira” é pura badalação, mesmo com as temperaturas próximas do negativo.
E se vc ainda não conhece Campos, está esperando o quê?? Vamos que ainda dá tempo (se vc ler este post até agosto)!!

Como chegar

Para chegar em Campos, vc pode ir de ônibus (saindo do Terminal Tietê) ou de carro.
De carro, saindo de São Paulo, pegue a Ayrton Senna e a Carvalho Pinto inteiras. No final da Carvalho Pinto, vc cairá automaticamente na SP-123, Rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro (cuidado para não entrar na Dutra!! Siga reto e vc atravessará a Dutra sobre um viaduto e entrará automaticamente na SP-123). Então basta seguir nesta estrada direto até chegar em Campos. Vc passará por um trecho de serra onde, na alta temporada, certamente pegará trânsito e neblina. Todo o caminho de SP a Campos passa por estradas excelentes, inclusive na serra.
De pedágio, vc pagará cerca de R$ 25,00, contando os pedágios da Ayrton Senna e da Carvalho Pinto. A SP-123 não tem pedágio.
O percurso total é de 167 km, com duração de 2 horas (sem contar eventuais trânsitos).
Para quem vem do Rio, siga pela Dutra em direção a São Paulo. No km 117, pegue a saída para a SP-123 e siga direto até Campos do Jordão.
Para quem vem de Belo Horizonte, siga pela Fernão Dias até Pouso Alegre. Pegue a MG-295 e siga até São Bento do Sapucaí. Pegar então a SP-42 e em seguida a SP-50 até Campos.

Hospedagem

Este é um grande problema. Não que a cidade não ofereça diversas e ótimas opções. O problema é o preço e a antecedência para reserva. Na alta temporada, os preços vão às alturas e para alguns hotéis e pousadas vc precisará reservar com meses de antecedência, provavelmente lá pra março, no máximo abril.
De última hora, vc até consegue seu quartinho, mas prepare o bolso e a paciência para achar um.
Na internet vc encontrará infinitas opções de hotéis, pousadas, chalés, casas para aluguel, etc. Abuse do Google para encontrar a sua hospedagem ideal. Eu, particularmente, acho muito aconchegante e confortável alugar um chalé com lareira. Nada melhor pra curtir o frio!
Para quem vai em turma, a melhor opção é alugar uma casa grande. Apesar de o aluguel ser uma fortuna, dividindo entre várias pessoas acaba não saindo tão caro.
Todos os hotéis, pousadas ou casas exigirão que vc deposite 50% ou até 100% da reserva com antecedência, no ato da reserva. Então certifique-se de que o lugar existe mesmo, ligue para lá e confirme e de preferência pegue indicação de alguém.

Atrações

A principal atração de Campos é o bairro de Capivari, o centrinho da cidade. É ali que tudo acontece. É onde ficam as baladas, os restaurantes, as lojas de roupas e de chocolates, etc. As casinhas em estilo suíço e alemão encantam qualquer um e renderá ótimas fotos.
Para comer por lá, praticamente não existem opções baratas. Vc realmente terá que desembolsar uma boa grana. Um almoço ou jantar em Capivari não sairá por menos de 50 ou 60 reais por pessoa. Mas… se está na chuva é pra se molhar né? Melhor não esquentar muito a cabeça. Então aproveite o romantismo do lugar e abuse dos deliciosos pratos servidos no inverno, como as sopas bem quentes servidas dentro do pão italiano.

Vila Capivari

É em Capivari também que acontece o famoso Festival de Inverno de Campos do Jordão. Veja no site http://www.festivalcamposdojordao.org.br/ a programação dos eventos musicais.
Um dos mais belos passeios de Campos é sem dúvida o Morro do Elefante. Também localizado na Vila Capivari, o morro, de 1800 m de altitude, tem uma maravilhosa vista panorâmica de toda a cidade. Para subir ao topo, vc pode ir de carro, a pé ou pelo tradicional teleférico. É lógico que é muito mais legal ir de teleférico, pois vc vai curtindo a vista da cidade enquanto sobe. Mas uma dica importante: fique mexendo os dedos e pernas durante a viagem, pois o frio vai fazer vc ficar travado se não se mexer. Aí no momento de desembarcar, vc pode se machucar, ter uma cãimbra, etc. O preço é R$ 10,00 por pessoa (subida e descida).

Morro do Elefante

Outro belo passeio que vc deve fazer é na Estrada de Ferro Campos do Jordão. O trenzinho faz o percurso Campos – Santo Antônio do Pinhal – Campos diariamente. O trenzinho faz um lindo passeio pela Serra da Mantiqueira com vistas de perder o fôlego! O passeio custa R$ 30 e sai da estação de Campos diariamente. Compre seu ingresso com antecedência pois o trem sai sempre lotado.
O Museu Felícia Leirner seria um museu totalmente comum não fosse um detalhe… fica a céu aberto! O museu, localizado no Alto da Boa Vista, possui cerca de 100 esculturas semi-abstratas, gigantescas imagens brancas que parecem sair dos gramados do parque-museu. Mesmo que vc não seja muito fã deste tipo de arte, o passeio vale a pena pela bonita vegetação do parque e a linda vista da Pedra do Baú. Lá também está o auditório Cláudio Santoro, onde acontecem diversos concertos durante o Festival de Inverno. O museu abre de quarta a domingo e a entrada é gratuita.

Museu Felicia Leirner

Pertinho do Museu Felícia Leirner está o famoso Palácio Boa Vista. Residência de Inverno do Governador de São Paulo, o palácio de 1939 é aberto a visitação. Lá dentro encontra-se um precioso acervo de mobílias, esculturas e pinturas de Portinari, Di Cavalcanti, Tarsila do Amaral e Rebolo. O Palácio abre de quarta a domingo das 10h às 12h e das 14h às 17h. A entrada custa R$ 5,00. O endereço é Av. Adhemar de Barros, 3001.

Palácio Boa Vista

Não deixe de fazer uma visitinha na Ducha de Prata. OK, o nome da cachoeira não é nada criativo, mas o lugar é bonito e animado. Trata-se de uma cachoeira artificial com pontes, plataformas e trilhas que rendem algumas bonitas fotos. Neste local antigamente banhavam-se os hóspedes da Pensão Inglesa. Lá existe também uma feirinha de artesanato.

Ducha de Prata

Pra quem gosta de natureza, existem mais duas atrações espetaculares.
A primeira é a Gruta dos Crioulos. A gruta está a 9km da Vila Jaguaribe, pela estrada de Itajubá. Lá começa uma trilha que leva até a gruta, sob uma gigantesca pedra de 30m de altura escondida na floresta. A gruta possui 20m de profundidade e era esconderijo para escravos foragidos das fazendas da região. Daí o nome do lugar.

Gruta dos Crioulos

A segunda é a Pedra do Baú. Este já é um passeio para quem tem mais experiência com trilhas e caminhadas. A trilha é longa e difícil em alguns pontos. A Pedra, no alto da Serra da Mantiqueira, a 1950 m de altitude, tem 540 m de comprimento e 340 de altura, o que proporciona aos visitantes uma vista espetacular da região. Para quem gosta deste tipo de passeio, sem dúvida vale a pena reservar um dia para curtir esta experiência. E ao pôr-do-sol a Pedra ganha um colorido especial, adquirindo uma cor diferente a cada minuto. Lá em Campos vc já verá placas da Pedra do Baú. Vá seguindo estas placas até chegar no começo da trilha. Vc caminhará por cerca de 2 horas até chegar à base da Pedra. Lá vc ainda terá que encarar uma escada de 600 degraus para chegar ao topo. O esforço é grande, mas a recompensa é certa. Se vc é do tipo aventureiro, vai adorar!

Pedra do Baú
Pra quem quer curtir uma (ou muitas) noitada(s) em Campos, as baladas são diversão garantida. Só quem não vai gostar muito é o seu cartão de crédito. Como tudo em Campos, as baladas são bem caras, mesmo para quem costuma frequentar a Vila Olímpia, em São Paulo. Boa parte das casas noturnas cobra entradas perto dos R$ 100. Não precisa nem dizer qual o público que frequenta essas baladas né? Algumas indicações são o Sirena, a Lotus e a Pucci.
Estas foram as principais dicas de Campos do Jordão. Fazia tempo que eu não postava destinos brazucas. Espero que tenham gostado. Ainda existem mais atrações em Campos mas não tive espaço para detalhar. Pesquise sobre o Mosteiro Beneditino, o Lago da Vila Inglesa, o Pico do Itapeva e o Parque Estadual. Caso vc também tenha alguma dica de Campos, fique à vontade para comentar!
Um abraço e bom inverno!!

Se nós brasileiros nos divertimos nas praias, shoppings, praças e parques, uma boa parte dos americanos do lado oeste tem uma diversão bem peculiar nos finais de semana: gastar dinheiro, muito dinheiro!!
Não estou nem falando de vício… me refiro a diversão mesmo. Quando chega a noite de sexta-feira, milhares de americanos (principalmente da Califórnia) viajam quase 500 km só para jogar sem parar até domingo à tarde.
Se vc quer sentir o que é Las Vegas, ouça a música Viva Las Vegas, de Elvis Presley. Ela retrata bem o espírito dos turistas da cidade. Elvis dizia:

“How I wish that there were more
Than the twenty-four hours in the day
Cause even if there were forty more
I wouldn’t sleep a minute away.”

Las Vegas é pura alegria, diversão, magia e, claro, um mar inesgotável de dinheiro, a mais pura expressão do capitalismo, que dá ao dinheiro a mesma liberdade para se reproduzir e se evaporar. Deprimente? Não se vc for lá apenas para se divertir ou no máximo dar uma arriscadinha na sorte.
Portal de Las Vegas

Como chegar

Para chegar na capital do estado de Nevada, existem 3 formas.
A primeira, e mais popular, é de carro. A gasolina na Califórnia e em Nevada é baratíssima! Em média, custa 2 dólares o galão, o que dá +/- US$ 0,50 por litro, ou R$ 1,25 por litro! Os turistas em geral vêm da região de Los Angeles e são muuuitos! Por isso, se vc planeja viajar de LA para Las Vegas de carro, não deixe para ir entre sexta à noite e sábado de manhã, senão vc VAI pegar trânsito a viagem inteira. Não é “talvez”, “quem sabe”, “provavelmente”, “às vezes”… nada disso… vc VAI pegar trânsito nesses dias. O mesmo vale para a volta no domingo. Portanto, programe direitinho sua viagem, pois quando estamos passeando, não se pode perder tempo. Durante a semana a viagem é tranquila e quase não há carros na estrada, a interestadual 15. Não existem pedágios, nem radares. Se tiver bastante atenção, dá pra pisar de vez em quando. Mas tome cuidado com a polícia. Eles ficam escondidos e prontos para pegar algum apressadinho, mas são poucos policiais. A estrada é muito boa e a paisagem é espetacular. Vc viajará 400 km no meio do deserto. Pra todo lado que se olhe, só se vê terra. Nenhuma árvore, rio, nada. Só pela paisagem já vale a viagem.
Outra forma é de ônibus. Existem empresas que fazem o trajeto LA-Vegas por cerca de US$ 25, assim como a volta.
Por fim, vc pode chegar de avião mesmo. O aeroporto de Las Vegas fica na avenida principal da cidade. Neste caso, vc perde a paisagem da estrada, mas, claro, é mais rápido.

Clima

Lembre-se… Las Vegas está no meio de um deserto! É um verdadeiro Oásis (nada natural) no Deserto de Nevada. Por isso, prepare-se para extremos. No verão, a situação pode ser insuportável. As temperaturas chegam a 45 C e dificilmente ficam abaixo de 25 C.

No inverno, a situação se inverte e pode até nevar, apesar de não ser muito comum (aconteceu em dezembro de 2008 depois de anos sem nevar). As temperaturas variam de -5 C a +15 C.

A época de chuvas (sim, de vez em quando chove no deserto também) é no final do verão (agosto e setembro).

Transporte e estacionamento

Las Vegas é uma cidade muito pequena (500 mil habitantes), apesar da sua fama internacional. Tudo acontece basicamente numa única avenida, a Las Vegas Blvd (ou Las Vegas Strip). É lá que se encontram todos os famosos hotéis e cassinos, um do lado do outro. Portanto, vc dificilmente vai precisar de transporte público por lá. Vc poderá fazer tudo a pé ou no máximo pegar o monotrilho que percorre a rua de trás e só por algumas estações.
Ônibus existem alguns, porém são mais úteis pra quem mora lá. Metrô não existe.
Se vc estiver de carro, nem pense em parar na rua. Em Las Vegas só existem avenidas largas onde não é permitido estacionar. Uma dica legal é vc parar no estacionamento do hotel/cassino Bellagio, pois não é cobrado nada pelo estacionamento. Vc não precisa nem carimbar nada no hotel. Para identificá-lo é muito fácil. É o hotel que tem um lago gigantesco na entrada e fica bem em frente à réplica da Torre Eiffel. Não tem como errar.

Passeando (e gastando…)

Na hora de passear pra conhecer as atrações de Las Vegas, é bom não levar o cartão de crédito pra passear também, pois provavelmente ele voltará “esgotado” do passeio, caso vc seja meio compulsivo por jogo.
As atrações de Las Vegas são basicamente os hotéis e cassinos temáticos. Vamos aqui indicar os principais, sem entrar em muitos detalhes. Mas antes, vamos comentar outras atrações interessantes da cidade.
Uma atração interessante são as Wedding Chapels, as famosas igrejinhas onde vc pode se casar em 5 minutos. As capelas ficam espalhadas pela Las Vegas Strip e ruas transversais. Existem algumas até dentro de cassinos. Elas são pequenas, bonitinhas e é só entrar e casar. Cuidado se vc beber demais!! Pode acordar casado! 😛

Wedding Chapel

Em Las Vegas também não se pode deixar de ver os famosos shows com apresentações permanentes na cidade.
A primeira dica é o Blue Man Group. Não é das tarefas mais fáceis explicar o que é o show do Blue Man Group. Normalmente as respostas giram em torno de “bem… é um grupo… de homens… e eles são azuis”. OK, mas o show é muito mais do que isso. É um show de sons e luzes que um trio de homens vestidos de preto e pintados de azul proporciona. Com tubos de PVC, varetas plásticas, televisões na cabeça e coisas malucas do gênero, o grupo deixa a platéia impressionada. Vale a pena conferir!
Outro show sensacional é o Cirque du Soleil. Esse dispensa comentários. O circo mais famoso do mundo possui uma trupe permanente em Las Vegas, aliás, várias! Vários shows simultâneos são realizados nos hotéis-casinos Bellagio, New York-New York e MGM Grand. Quem viu as apresentações no Brasil, tem uma idéia do que é o Cirque du Soleil.
Mas quem vai a Las Vegas quer mesmo é ver casinos. E isso é o que não falta. São dezenas, talvez centenas deles, impossível contar. Mas é claro que o que interessa são os mais famosos, os grandes hotéis e cassinos temáticos. Agora sim vc vai entender o que é Las Vegas.
Os hotéis mais famosos são inacreditavelmente enormes. Cada um deles possui seu próprio cassino, também gigantesco.
Foi interessante que cheguei em Vegas e era uma segunda-feira, por volta do meio-dia. A Las Vegas strip estava vazia. Pouquíssimos carros na rua. Olhei aqueles cassinos e hotéis gigantescos e ninguém na rua. Na hora me veio na cabeça a pergunta: “Como é que esses hotéis e cassinos enormes sobrevivem?? Como pagar tamanho investimento??”
Fiquei com a pergunta na cabeça enquanto admirava a paisagem, dirigindo meu Dodge Charger pela avenida. Fui até o final da Strip e retornei até estacionar no Hotel e Casino Bellagio. Lembra da dica que dei acima? O estacionamento lá é de graça!!
Deixei o carro por ali, ansioso para conhecer cada um dos cassinos. Para sair do estacionamento, eu precisava passar por dentro do Cassino do Bellagio. Foi aí que eu descobri onde estavam as pessoas daquela cidade. Tarde de segunda-feira, em tempos de crise, e o cassino absoluta e totalmente lotado. Neste momento eu comecei a entender que as pessoas que vão a Las Vegas não estão nem um pouco preocupadas com a cidade… querem mesmo é jogar, jogar, jogar, jogar ou jogar.

Cassino

O Hotel Bellagio é aquele do lago enorme na frente, onde de hora em hora acontece um show de águas, música e luzes na fonte do lago. Vale a pena parar para conferir.
A partir dali, saí a pé para xeretar cada hotel e cada cassino. Como eles são muitos, não vou detalhá-los demais para não me alongar muito. Vou comentar apenas os mais famosos e deixar para vc a curiosidade de conhecer todos os outros.
Um dos mais bonitos, na minha opinião, é o hotel que homenageia um dos países mais bonitos do mundo: a França. O Paris Hotel é imponente e inacreditável. Nele existe uma réplica idêntica, na escala de 1:2, da Torre Eiffel. Vc pode inclusive subir ao seu topo, assim como na versão original, bem como almoçar no restaurante no primeiro estágio da torre.
No hotel também existem réplicas da Ópera de Paris, do Palácio de Versailles e do Arco do Triunfo. Tudo muito grandioso e perfeitamente copiado. A beleza é incomensurável e vc não consegue acreditar que tudo aquilo é real. Entre no cassino e conheça tudo. Vale deixar a observação que tudo em Las Vegas é de graça e aberto ao público. Entre em todos os cassinos.

Paris Hotel

Outro importante e gigantesco hotel é o New York-New York, obviamente homenageando a Big Apple. O Hotel é composto de réplicas do Empire State Building, do Chrysler Building, da Estátua da Liberdade, da Ponte do Brooklin e de outros pontos famosos de NY. Só pra não ficar muito sem-graça, ainda fizeram uma enorme montanha russa no meio do hotel.

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Vendo a foto acima, me lembrei de um detalhe que vale a pena comentar. Las Vegas não possui faixa de pedestre. Para atravessar a rua, vc precisa utilizar as passarelas. Até aí nada que não exista em outros lugares, exceto pelo fato de as passarelas serem de escadas rolantes!!

Passarela

Mais para o começo da Las Vegas Strip está um dos mais tradicionais hotéis da cidade: o Luxor. Ele passaria despercebido na silhueta da cidade… não fosse sua pirâmide e sua esfinge na entrada! Ele é tão grande que possui um trenzinho monotrilho gratuito que circula pelo hotel/cassino.

Luxor

Outro importante hotel/cassino é o Caesars Palace, que homenageia Roma.

Caesars

Outro dos que achei mais bonitos foi o Venetian. Imitando cenas de Veneza, o hotel é maravilhoso. Existe um lago e um rio onde gôndolas, como as da cidade italiana, proporcionam passeios agradáveis aos visitantes. Entre no cassino e olhe para cima para ver as espetaculares pinturas no teto, exatamente como as dos grandes palácios europeus. Não tem como não ficar de boca aberta.

The Venetian

Estes são só alguns dos muitos hotéis e cassinos de Las Vegas. Não vou mostrar todos para não alongar muito o post, mas não deixe de visitar também Planet Hollywood Hotel & Casino, Hooters H&C, Excalibur H&C, Hard Rock H&C, Circus Circus, Mandalay Bay, MGM Grand, The Mirage, Four Queens, Harrah’s, Flamingo H&C e muitos outros. Todos eles ficam na Las Vegas Strip. Por incrível que possa parecer, um quarto de hotel luxuoso pode ser incrivelmente barato em Las Vegas. Há opções por 59 dólares em hotéis famosos, desses que apresentei aqui. Procure nos sites dos hotéis e garanta sua reserva. Os hotéis são realmente incríveis e proporcionarão uma estadia espetacular, como tudo em Las Vegas.

E tome cuidado com o jogo! Procure voltar de lá com mais do que sua roupa 😛 , pois, como diz meu pai, “só existe uma forma de sair de um cassino com uma pequena fortuna: chegando com uma grande fortuna!”. Boa viagem!